Os cães estão ficando cada vez mais inteligentes



Os cães estão ficando cada vez mais inteligentes

Ricardo Barros Sayeg

Não é apenas sua impressão, quando você vê um cachorro atravessando na faixa de pedestres, esperando o farol ficar verde, nas ruas das grandes cidades, ou latindo, olhando para você, tentando te avisar alguma coisa. Eles são capazes de reagir ao nosso olhar como apenas os seres humanos são capazes de fazer. O que os cachorros têm desenvolvido cada vez mais é a chamada inteligência social, uma rara capacidade de compreensão das necessidades e dos anseios humanos, de acordo com especialistas da Universidade Duke, na Carolina do Norte, nos EUA.

Alguns estudos indicam que essa inteligência social é resultado de um processo evolutivo descrito por Charles Darwin na sua teoria da evolução das espécies. Ele descobriu que as espécies sofrem processos de mutação e que as mutações que mais contribuem para a sobrevivência dos indivíduos são transmitidas ao longo das gerações. O processo, conhecido como seleção natural, é aquele que fez com que nossos antepassados evoluíssem até se tornarem o Homo sapiens.

O homem, aliás, teve grande participação nessa evolução do cão doméstico, o “canis lupus familiaris”. Isto se deu através do cruzamento e do surgimento de novas raças.  Este processo teve início por volta de cem mil anos atrás quando muitos cachorros deixaram de ser lobos e passaram a assumir as funções de pastor. De pastores, passaram a conviver mais próximos às populações humanas e, com o passar do tempo, começaram a ocupar os quintais e, em seguida os espaços dentro dos lares humanos.

Com o passar do tempo, também, seus dentes ficaram menores, houve mudanças no focinho, eles foram ficando cada vez menores, cada vez mais dependentes dos humanos para se alimentar, cada vez mais inteligentes e mais parecidos conosco, no quesito inteligência.

Será que chegará um dia que poderemos trocar um bom bate papo filosófico com nossos totós?


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